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O que disse Irene Pimentel?

7 de novembro, 2022

Não nos iludamos muitos portugueses apoiaram a ditadura e Salazar

Na abertura do FÓRUM das Jornadas PEOPLE no Edifício da Resinagem na Marinha Grande sobre a Opressão, as Perseguições e a Repressão em Portugal no período do regime fascista não poderia ter havido melhor enquadramento que aquele que os participantes no evento tiveram oportunidade de partilhar com a historiadora Irene Pimentel que publicou obras fundamentais sobre o tema e foi ela própria uma resistente.

Conversa participada

A conversa foi intensa e participada. A ajudar esteve a “curiosidade qualificada” de Helena Cabeçadas que foi interpelando a oradora que se viu obrigada a realizar afirmações do tipo “não temos tempo para abordar este assunto de forma aprofundada, mas avancemos agora alguns pontos cruciais…” e assim foi passando de abordagens mais globais sobre as origens e as especificidades do regime para relatos de histórias, algumas presentes no seu livro mais recente, que demonstravam quanto o universo da PIDE foi chocante e controverso no plano político, social e até humano tendo em conta sobretudo a forma de agir daqueles que lidavam com as migalhas do salazarismo.

O aprofundamento do conceito de “fascismo”, no plano ideológico, político e até cultural, com as suas origens em Itália com Mussolini, foi um dos temas mais vivos porque se ousou refletir sobre as especificidades e consequentemente realizar uma condenação categórica e ao mesmo tempo lidar com aspetos particulares que podem ajudar a combates esclarecidos sobre as ditaduras e regimes fascistas.

Helena Cabeçadas ajudou à festa e avançou com várias histórias sobre os costumes na época e Irene Pimentel aproveitou para enquadrar alguns valores na análise do processo histórico relembrando o apoio da hierarquia da Igreja Católica a Salazar.

Houve debate, intervenções, perguntas e respostas. Valeu a pena e ficou a sensação mais haveria para conversar.

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